quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Canoagem




E chegou a parte que eu temia: canoas.



No treinamento, usamos umas grandes e lindas, Voyagers, que comportam 10 pessoas. Subimos, remei, e foi tudo lindo. Muito mais sussi do que eu pensava! Arrasei nas remadas!! Bom demais.

Quando cheguei pra trabalhar, umas 3 semanas depois, me perguntaram: “como vc se sente em relação às canoas?”  “ Adorei, são sensacionais” “Beleza, então vc vai com o Dylan”.   Pensei: “ótimo! Acho que não estou pronta, mas ele é muito experiente e eu posso aprender remando junto. Vai dar certo.”

Cheguei lá, peguei meu grupo e fui atrás do Dylan. Ele rema, eu copio, e ficaremos todos bem.
Pausa pra umbreve ataque cardíaco quando ele parou, apontou pra outra canoa e falou “pode levar seu grupo pra lá, e eu vou com esse aqui”.

Suor frio. Borboletas na barriga. Pose de confiante. Rezas fervorosas para todos os santos.
Pra piorar, ele me pede pra colocar meu grupo primeiro na canoa. Não tive opção; chamei de ladinho e confessei: “meu caro, não lembro como faz. Vc pode ir primeiro e eu copio?”  Vergonha...  ainda mais com a cara de surpresa que ele fez. Mas tudo bem, antes isso do que eu virar o treco com professores e tudo no lago.

Ele fez, eu copiei, e começamos a remar.

Pra deixar tudo mais emocionante, uma das professoras do grupo foi na minha canoa, e de cara ela contou que participa de competições de canoagem. Ótimo! Agora nem fingir eu consigo... tenho uma expert pra assistir minha humilhação.

Entendam que a canoa é grande, e toda a estabilidade e confiança que eu senti quando remei com os instrutores experientes se esvaiu em 3 segundos quando os alunos começaram a remar. Ô trem que balança, meu Jesuscristinho! Estar com 10 adolescentes que não sabem o que estão fazendo fez toda a diferença. Eu, no fundo, era a direção.

Isso eu tinha que fazer de duas formas: usando meu remo como leme, e/ou dizendo que lado rema pra frente, que lado rema pra trás e tal, pra virar. Quem me conhece sabe que eu tenho um leve problema com direita e esquerda. Digamos que isso atrapalhou um pouquinho as minhas ordens ao grupo...  “todos da direita, remem pra frente, todos da esquerda, remem pra trás! Er... isso! Tá ótimo. Agora inverte!”

O pior é que eu estava tão concentrada em acertar que lado rema pra onde, que esqueci completamente de ser o leme, e a canoa andava como um barco de bêbado, em zigue-zague, enquando Dylan quase sumia no horizonte. Até que uma hora a professora expert não se aguentou e gritou pra mim: “You must Steer!!” (Vc tem que “dirigir”). Minha  ficha (assim como minha cara)  caiu, e eu “pluft”, enfiei meu remo na água e finalmente fiz o leme, e nossa canoa começou a ir miraculosamente pra frente. Ufa...

No fim, chegamos todos são e salvos e secos. Fui até a prof, pedi desculpas pela minha inabilidade, expliquei que tinha experiência com caiaques (pffff... praia conta, né?) e que estava iniciando em canoas. Elogiei demais a capacidade dela, ela me perdoou e ficamos amiguinhas. Ainda bem, pq eu já estava  adivinhando uma carta de indignação pro meu novo chefinho.

Mas da próxima vez seria bem melhor! Certo?

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